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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Vírus da Mancha Branca atinge criações de camarão do Nordeste - Reportagem Globo Rural



Doença devastadora na criação de camarões chegou ao Nordeste há alguns anos. Síndrome não tem cura, mas é possível conviver com ela.


O vírus que causa a doença se espalha com grande facilidade, dizem os especialistas da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza. Há dezenas de animais transmissores, como siris e caranguejos, que não adoecem. Detalhe importante: o consumo de camarões, mesmo infectados, é seguro.

O "Globo Rural" foi ver a situação no campo. Começamos por Paraipaba, a quase 100km a oeste de Fortaleza. Viemos ao encontro do seu Cristiano. Um dos maiores produtores do Brasil, Cristiano Maia, conta que a chegada da mancha branca foi arrasadora.

Em Touros, no Rio Grande do Norte, este laboratório produz larvas de camarão. São selecionados animais que mostram resistência nos viveiros. A ideia é melhorar as matrizes. Os camarões maiores, de até 50 gramas, são mantidos em ambiente ideal para a reprodução, à meia-luz.

O município de Jaguaruana, região do baixo Rio Jaguaribe, é um polo importante na produção de camarões, no Ceará. O mar está a mais de 50 km de distância em linha reta. Aqui se produz em água doce, ou salobra, onde a mancha branca também chegou. E chegou pra valer: derrubou a produção em até 90%. Os grandes e os pequenos produtores, que na verdade são a maioria em propriedadede trabalho familiar, têm buscado alternativas para conseguir se manter no negócio e não sair da atividade.

A tempestade que chegou ao litoral do Nordeste no ano passado não trouxe ventanias, raios, trovões. Ela veio silenciosa e mortal. A mancha branca é a doença mais devastadora do cultivo de camarões no mundo. Em um dia acaba com o viveiro todo.

A doença que em poucos meses, a partir de maio do ano passado, quase arrasou as criações do Ceará demorou mais de vinte anos pra chegar até aqui. E viajou muito milhares de quilômetros desde o outro lado do mundo, no extremo oriente. Ainda há dúvidas sobre como a mancha branca acabou se espalhando. Existem algumas hipóteses, como o próprio comércio internacional de camarões, esse produto tão procurado e os ciclos migratórios de certas aves, que coincidem com avanços da doença. Ela também pode ter viajado na água do mar usada como lastro, dentro de navios.

O caminho até aqui, desde a descoberta da doença, no início da década de 90, é conhecido: da China e do Japão, ela cruzou o Pacífico até os Estados Unidos. Desceu pela América Central e atingiu o Equador, pais que é grande produtor. Ela começou a ser registrada no Brasil em 2004, a partir de Santa Catarina e foi subindo rumo ao Nordeste. Em 2014, chegou ao Rio Grande do Norte. Em 2016, ao Ceará.

Consumo de camarões infectados é seguro

"Esse vírus não causa nenhum problema para a saúde humana, é exclusivo de invertebrados e causa doença somente no camarão", diz Rubens Galdino Feijó, engenheiro de pesca e pesquisador da UFC.

O vírus ataca e destrói células de órgãos do sistemas digestivo e respiratório dos camarões, debilita os animais e abre caminho para outras infecções por bactérias que levam à morte. Não existe cura nem vacina possível. O sistema imunológico do camarão é diferente do nosso. O que se busca é o controle.

No campo, mancha [branca] é arrasadora

"Uma tristeza. Eu ficava aqui na fazenda vendo morrer tudo em dois dias. No primeiro dia eu perdi 100 mil quilos. E no segundo dia mais de 50 mil quilos", conta ele.

Há menos de um ano, cada um dos tanques que tem de 3 e meio a quatro hectares, produzia, a cada 90 dias, 10 toneladas de camarão. Hoje, são apenas duas toneladas. E isso porque foi aplicada a primeira técnica que se encontrou para tentar conviver com a doença e a diminuição da densidade da criação. Com mais espaço e menos competição, os camarões têm mais condições de sobreviver. E têm sobrevivido, mesmo com a presença inevitável do vírus.

Mas a produção, bem menor, acabou com o lucro.  Mesmo com os preços tendo triplicado por causa da falta de oferta no mercado. Além de melhorias na água, no solo, na ração, a grande aposta para voltar aos bons tempos é na genética.

Estudo genético pode ser solução

O estudo é em nível molecular, de DNA. E envolve profissionais brasileiros e de países por onde a mancha já passou.  "O problema é que o animal não manifesta a doença, mas tem o vírus. Então essas técnicas moleculares são utilizadas pra que nós consigamos detectar o vírus sem necessariamente o animal ter manifestado a doença", diz o biólogo Daniel lanza.

Se o vírus é detectado, o animal não serve como reprodutor. Aqueles livres de vírus vão gerar novas gerações de larvas, menos suscetíveis a ele.

Técnica de recria auxilia produção

Seu Wellington e a filha dele, Lara, que se formou técnica de aquicultura para ajudar o pai, começaram a criação há quatro anos. E estava indo tudo muito bem. O susto foi grande, já que a mancha branca fez a produção cair de 5 para 1 tonelada.

Eles construiram uma raceway, ou uma recria construção para os camarões crescerem um pouco mais. "Isso vai fazer o camarão, as larvas ficarem mais resistentes. Crescem mais rápido. E no final consegue uma produção com menos dias. Consegue mais cultivos por ano", explica a técnica Lara Rebouças.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2017/05/mancha-branca-ja-dizimou-viveiros-de-camarao-do-ceara-e-do-rn.html

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Download do Manual Técnico de Ranicultura


Os ranicultores e profissionais de assistência técnica e extensão rural (ATER) relacionados com a criação de rãs ganham uma publicação com o estado da arte da atividade. O Manual Técnico de Ranicultura foi lançado pela Embrapa, Instituto de Pesca de São Paulo e Universidade Federal do Paraná, um produto do "Construção de uma rede de interação e aprendizagem para a transferência de tecnologia na cadeia ranícola brasileira". Elaborada por André Yves Cribb, André Muniz Afonso e Cláudia Maris Ferreira, a publicação vem suprir um dos gargalos mais graves da cadeia produtiva ranícola, a lacuna de informações técnicas consistentes oriundas de fontes idôneas.
O projeto visa repassar tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da cadeia produtiva e formar agentes multiplicadores de informação que por sua vez irão capacitar produtores rurais e outros profissionais da área.
O Dr. André Yves Cribb, líder do projeto, informa que o Manual Técnico de Ranicultura conta com seis capítulos que abordam temas importantes na atividade: Breve Histórico da Ranicultura no Brasil; Biologia da Rã-touro Americana; Noções de Qualidade da Água para a Criação de Rãs; Instalações e Manejo Zootécnico; Abate, Comercialização e Noções de Mercado dos Produtos e Subprodutos da Rã; Projetos de Ranicultura.



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

SISU - Engenharia de Aquicultura IFCE


Atenção egressos do ensino médio que buscam uma graduação na área de aquicultura, estão abertas as inscrições para o SISU.

Quem quer fazer uma graduação na área de aquicultura pode optar por engenharia de aquicultura, ofertado pelo IFCE nos campi Morada Nova e Aracati. O curso de Engenharia de Pesca, oferecido pela Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza foi um dos primeiros cursos do Brasil a formar profissionais especializados em aquicultura. O curso de engenharia de pesca também pode ser cursado na UFPI, em Parnaíba e na UFERSA, em Mossoró-RN.

Outra opção é o curso de Zootecnia, que pode ser feito também na UFC, em vários campi do IFCE em na Universidade Estadual do Vale do Acaraú, em Sobral.

Um outro enfoque da aquicultura pode ser dado por quem cursa Medicina Veterinária (Universidade Estadual do Ceará-UECE, e faculdades particulares), Agronomia (UFC-Fortaleza, IFCE-Limoeiro do Norte, UNILAB-Redenção, Universidade Federal do Cariri), Biologia (bacharelado, UFC), Oceanografia e Ciências Ambientais (LABOMAR-UFC).

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

CLIMA Funceme prevê maior probabilidade de chuvas acima da média no Ceará em 2018 - Reportagem Jornal O Povo

Informações foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 22


A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgou, na manhã desta segunda-feira, 22, o prognóstico para a quadra chuvosa de 2018. A maior probabilidade é que o Ceará tenha chuvas dentro da normalidade para o centro-sul do Estado e acima da média no norte.

A probabilidade prevista pela Funceme é de 40% de chuvas acima da média histórica, 35% na média e 25% abaixo. Os 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) têm hoje 6,8% da capacidade máxima.

"O cenário hoje está melhor que o do ano passado", afirmou presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins. Segundo ele, as chuvas em dezembro do ano passado haviam sido 38% abaixo da média. Na coletiva, o governador do Estado, Camilo Santana, expressou otimismo com cenário previsto. "Era uma preocupação que o Estado tinha até a Funceme definir seu prognóstico. Vamos continuar cada vez mais firmes trabalhando".
HELOISA VASCONCELOS

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Participação da EEEP de Guaiúba na I Semana de Aquicultura - IFCE Campus Morada Nova

Durante o dia 13 de junho, 27 alunos do 2º ano do curso técnico em aquicultura da EEEP José Ivanilton Nocrato acompanhados pelo Prof. Thiago Andrade participaram da I Semana de Aquicultura do IFCE Campus Morada Nova.

Pela manhã, os alunos participaram de um minicurso de produção de peixes ornamentais e aquarismo ministrado pelo palestrante Fábio Fernandes. Durante a tarde, o Prof. do IFCE Leonardo Galvão ministrou uma oficina de aquaponia e ao fim de suas considerações teóricas, levou a turma para a estrutura montada dentro do campus.

O curso de aquicultura da EEEP José Ivanilton Nocrato agradece aos palestrantes e ao Prof. Sérgio Almeida, organizador do evento.